PF entrega dados de Vorcaro a Mendonça e Fux e amplia acesso no STF
Cinco ministros já receberam cópias dos dados extraídos pela Polícia Federal do celular do ex-controlador do Banco Master
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PF ENTREGA DADOS DE VORCARO A MENDONÇA E FUX E AMPLIA ACESSO AO MATERIAL NO STF
Ministros receberam cópias dos dados extraídos pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro. Moraes, Zanin e Gilmar já haviam recebido o mesmo material, enquanto a disputa processual envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça permanece sem definição no Supremo.
Brasília, 18 de setembro de 2026
A Polícia Federal entregou aos gabinetes dos ministros André Mendonça e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, cópias da íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A entrega ocorreu na quinta-feira, 17 de setembro, depois de os dois ministros solicitarem acesso ao material.
Com isso, Mendonça e Fux se juntaram a Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que já haviam recebido cópias dos dados extraídos pela Polícia Federal.
A movimentação amplia o número de ministros com acesso direto ao conjunto de informações que se tornou um dos pontos de controvérsia no STF durante os desdobramentos do Caso Banco Master.
A entrega a Mendonça e Fux foi confirmada por veículos como Folha de S.Paulo e CNN Brasil.
O QUE EXATAMENTE FOI ENTREGUE AOS MINISTROS
Há uma distinção técnica fundamental.
O aparelho celular original de Daniel Vorcaro não está circulando entre os gabinetes do Supremo.
O que a Polícia Federal fornece são cópias dos dados extraídos do aparelho.
Em nota oficial publicada em 13 de setembro, a PF informou que o material original permanece integralmente nas dependências da instituição, dentro de cadeia de custódia formalmente documentada, com lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital.
A corporação também esclareceu que uma cópia dos dados extraídos havia sido encaminhada ao gabinete de André Mendonça em março de 2026, mediante solicitação do próprio gabinete.
Segundo a PF, essa cópia não correspondia ao material original, que nunca deixou a custódia da instituição.
A Polícia Federal informou ainda possuir condições técnicas para produzir e encaminhar cópias idênticas da extração aos gabinetes que as solicitassem, respeitando as determinações do STF e as cautelas de sigilo aplicáveis.
No dia 14 de setembro, a PF confirmou oficialmente a entrega dessas cópias aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
Segundo a instituição, as cópias entregues são idênticas à extração realizada do aparelho.
MENDONÇA E FUX PEDIRAM ACESSO APÓS A SESSÃO DO STF
André Mendonça e Luiz Fux solicitaram acesso ao material em 16 de setembro, um dia depois da sessão extraordinária realizada pelo Supremo para tratar do procedimento envolvendo Alexandre de Moraes e dos desdobramentos relacionados ao Caso Banco Master.
No dia seguinte, 17 de setembro, a Polícia Federal encaminhou o material aos dois gabinetes.
A Folha de S.Paulo e a CNN Brasil confirmaram a entrega.
Com isso, cinco ministros passaram a ter acesso às cópias dos dados extraídos pela PF:
Alexandre de Moraes
Cristiano Zanin
Gilmar Mendes
André Mendonça
Luiz Fux
Informações publicadas pela imprensa também indicam movimentação de Kassio Nunes Marques para obter acesso ao material. Até a confirmação formal de eventual entrega, porém, é necessário distinguir a solicitação ou intenção de solicitar o conteúdo do efetivo recebimento dos dados.
POR QUE O ACESSO AO MATERIAL SE TORNOU IMPORTANTE
A discussão sobre quem poderia examinar os dados extraídos do celular de Vorcaro antecedeu a sessão extraordinária realizada pelo STF em 15 de setembro.
O tema ganhou relevância diante da utilização de mensagens e outros elementos extraídos do aparelho em procedimentos relacionados ao Caso Banco Master e aos desdobramentos envolvendo integrantes do próprio Supremo.
A Polícia Federal acabou esclarecendo oficialmente que poderia produzir cópias idênticas da extração para os gabinetes que as solicitassem, sem retirar o material original de sua cadeia de custódia.
A ampliação do acesso permite que diferentes ministros examinem o mesmo conjunto de dados extraídos pela PF.
Isso, entretanto, não significa que todas as informações existentes no material possam automaticamente ser utilizadas em qualquer processo.
A utilização processual de determinado elemento depende de sua pertinência com o objeto analisado, das decisões judiciais aplicáveis, das regras de competência, das cautelas de sigilo e das garantias do devido processo legal.
ENTREGA NÃO SIGNIFICA NOVA INVESTIGAÇÃO CONTRA MINISTROS
A entrega dos dados também exige uma distinção importante.
O compartilhamento do material não representa, por si só, conclusão da Polícia Federal sobre eventual responsabilidade de ministros, abertura automática de investigação, reconhecimento de irregularidade ou validação das alegações discutidas no Supremo.
O fato novo é objetivo: mais integrantes da Corte passaram a ter acesso às cópias dos dados extraídos pela PF.
Qualquer consequência jurídica decorrente das informações existentes nesse material dependerá de análise processual e das decisões das autoridades competentes.
PETIÇÃO 16.662 ESTÁ SOB RELATORIA DE FACHIN
A movimentação ocorre enquanto permanece sem solução definitiva a controvérsia processual aberta no STF.
Em 12 de setembro, o presidente da Corte, Edson Fachin, assumiu a relatoria da Petição 16.662 depois que André Mendonça encaminhou os autos à Presidência.
No mesmo contexto, Fachin determinou a remessa à Presidência da Petição 15.556, relacionada ao Caso Banco Master, juntamente com os processos a ela relacionados.
O próprio andamento oficial da Petição 16.662 registra que André Mendonça encaminhou os autos à Presidência em cumprimento à determinação proferida na Petição 16.704.
A Petição 16.662 foi então levada ao Plenário na sessão extraordinária de 15 de setembro.
JULGAMENTO PAROU ANTES DO MÉRITO
A sessão de 15 de setembro não produziu uma decisão definitiva sobre o mérito do procedimento envolvendo Alexandre de Moraes.
Antes disso, os ministros passaram a discutir uma questão processual: se a Petição 16.662 deveria ou não ser analisada conjuntamente com a Petição 16.704.
O pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino suspendeu essa discussão.
Com isso, a controvérsia sobre a tramitação conjunta ou separada dos dois procedimentos continua pendente.
A entrega dos dados de Vorcaro a Mendonça e Fux não modifica, por si só, essa situação processual.
STF TAMBÉM TORNOU DOCUMENTOS PÚBLICOS
Outro movimento importante ocorreu em 14 de setembro.
O Supremo disponibilizou documentos e peças de uma série de processos relacionados ao Caso Banco Master que tiveram o sigilo retirado.
Entre os procedimentos disponibilizados estão os Inquéritos 5.026 e 5.035 e diversas petições, incluindo as Pets 15.556, 16.662, 16.704 e 16.669.
A disponibilização permite maior acesso público aos documentos que estão na origem de parte das controvérsias atualmente analisadas pela Corte.
Isso não significa, contudo, que todo o conteúdo relacionado às investigações esteja sem sigilo. O levantamento alcança os documentos e peças especificamente liberados pelo Supremo.
O QUE A ENTREGA DOS DADOS NÃO RESOLVE
Apesar da importância da movimentação, a entrega das cópias a Mendonça e Fux não resolve as principais questões abertas no STF.
Permanece pendente a definição sobre a tramitação conjunta ou separada das Petições 16.662 e 16.704.
O mérito da controvérsia envolvendo Alexandre de Moraes não foi decidido na sessão de 15 de setembro.
Também permanecem em discussão os questionamentos relacionados à atuação de André Mendonça e ao tratamento processual dos diferentes elementos provenientes das investigações do Caso Banco Master.
O acesso ampliado aos dados modifica quem pode examinar diretamente o material, mas não substitui as decisões que ainda precisarão ser tomadas pelo Supremo.
DADOS PODEM CONTER REFERÊNCIAS A PESSOAS QUE NÃO SÃO INVESTIGADAS
A ampliação do acesso ao material também exige cautela na interpretação das informações que eventualmente se tornem públicas.
A existência do nome de determinada pessoa em uma mensagem, agenda, contato ou conversa encontrada no aparelho de Vorcaro não comprova, isoladamente, participação em irregularidade.
Da mesma forma, uma conversa pode possuir relevância jornalística sem necessariamente possuir relevância criminal ou probatória.
Essa distinção será especialmente importante diante da possibilidade de novas informações provenientes do aparelho serem reveladas pela imprensa ou incorporadas aos diferentes procedimentos.
Para o acompanhamento do Caso Banco Master, a RBL Magazine continuará distinguindo documentos oficiais, decisões judiciais, manifestações das partes, informações jornalísticas e fatos efetivamente comprovados.
O QUE ACONTECE AGORA
A próxima etapa dependerá menos da simples existência dos dados e mais da forma como eles serão tratados processualmente.
Entre os pontos que permanecem sob acompanhamento estão novas decisões da Presidência do STF, a devolução do pedido de vista de Flávio Dino, a definição sobre a tramitação das Petições 16.662 e 16.704, eventuais manifestações da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal e novos documentos que venham a ser oficialmente incorporados ou tornados públicos.
Também será necessário acompanhar eventuais novos pedidos de acesso aos dados extraídos do aparelho de Vorcaro.
O ponto central permanece o mesmo:
acesso ao material não equivale a comprovação de irregularidade, e a existência de informações nos dados extraídos não determina, automaticamente, sua validade ou utilização em determinado procedimento judicial.
FONTES
Polícia Federal
Notas oficiais de 13 e 14 de setembro de 2026 sobre a custódia do material original e a entrega das cópias dos dados extraídos do aparelho de Daniel Vorcaro.
Supremo Tribunal Federal
Andamentos oficiais da Petição 16.662 e comunicações institucionais sobre a transferência da relatoria para a Presidência, a sessão extraordinária de 15 de setembro, o pedido de vista de Flávio Dino e a disponibilização dos documentos que tiveram sigilo retirado.
Folha de S.Paulo
Apuração publicada em 17 de setembro de 2026 sobre a entrega dos dados a André Mendonça e Luiz Fux.
CNN Brasil
Apuração publicada em 17 de setembro de 2026 sobre os pedidos e a entrega do material aos gabinetes de Mendonça e Fux.
RBL EM FOCO | CASO BANCO MASTER
RBL Magazine




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