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Método EU reúne mulheres em Orlando para uma experiência sobre identidade e pertencimento

Evento criado por Mirella Vital acontece em 26 de setembro e aborda família, relacionamentos, saúde emocional e os padrões que atravessam gerações

RBL Magazine / informações fornecidas pela organização do Método EU
Método EU reúne mulheres em Orlando para uma experiência sobre identidade e pertencimento Método EU – Diferenciar para se Encontrar — Divulgação

Método EU reúne mulheres em Orlando para um dia de reflexão sobre identidade, família e pertencimento

Evento criado por Mirella Vital acontece em 26 de setembro e propõe uma pergunta que atravessa família, relacionamentos e vida emocional: quem somos de verdade e quem aprendemos que precisávamos ser para pertencer?

RBL MAGAZINE | ORLANDO, FL


Depois de anos cuidando da família, construindo relacionamentos, desenvolvendo uma carreira, criando filhos, atravessando mudanças e atendendo às necessidades de tantas pessoas, uma pergunta pode começar a aparecer: em que momento eu deixei de ser eu?

É a partir dessa inquietação que nasce o Método EU – Diferenciar para se Encontrar, experiência presencial que será realizada no dia 26 de setembro de 2026, das 10h às 16h, na Comunidade das Nações, em Orlando, Flórida.

Criado e conduzido por Mirella Vital, o encontro é voltado especialmente para mulheres e propõe um dia de reflexão sobre identidade, família de origem, relacionamentos, limites, saúde emocional e os padrões familiares que podem continuar influenciando escolhas mesmo muitos anos depois de terem sido aprendidos.

A proposta parte de uma pergunta central:

“Quem eu sou de verdade e quem eu aprendi que precisava ser para pertencer?”

Não se trata apenas de olhar para o passado. O objetivo é compreender de onde determinados comportamentos surgem para que cada mulher possa avaliar, de maneira mais consciente, o que deseja preservar, o que precisa ressignificar e quais escolhas pretende fazer daqui para frente.


Quando pertencer significa deixar partes de si pelo caminho

Famílias não transmitem apenas sobrenomes, histórias e tradições.

Elas também transmitem maneiras de lidar com conflitos, expectativas, responsabilidades, afetos, silêncios, culpa, medo, casamento, maternidade e até a percepção do papel que cada pessoa deve ocupar.

Algumas mulheres aprendem cedo que precisam ser fortes.

Outras, que não podem decepcionar.

Há aquelas que se tornam responsáveis por resolver os problemas de todos, as que encontram dificuldade para dizer “não” e aquelas que continuam reproduzindo comportamentos familiares que um dia prometeram não repetir.

O Método EU propõe justamente investigar essas construções.

Em sua apresentação oficial, o evento levanta questões como: por que preciso controlar tudo? Por que tenho tanto medo de decepcionar? Por que é tão difícil estabelecer limites sem sentir culpa? E o que os filhos aprendem observando a maneira como os adultos vivem?

Para Mirella, compreender esses mecanismos pode ajudar uma mulher a fazer algo diferente sem necessariamente transformar sua história ou sua família em inimigos.

Diferenciar, nesse contexto, não significa romper. Significa aprender onde termina o outro e começa o próprio indivíduo.


Cinco movimentos para voltar a ocupar o próprio lugar

A experiência foi estruturada em cinco movimentos: Descobrir, Diferenciar, Posicionar, Relacionar e Legado.

O primeiro convida a participante a observar sua família de origem, os papéis que assumiu e os padrões e histórias que contribuíram para formar sua identidade.

Em seguida, o processo aborda a diferenciação: perceber em quais situações decisões pessoais podem estar sendo conduzidas predominantemente por medo, culpa ou necessidade de aprovação.

O terceiro movimento trabalha posicionamento e limites. Depois vêm os relacionamentos — casamento, filhos, pais e outros vínculos — sob uma perspectiva de maior consciência e responsabilidade emocional.

Por fim, o encontro chega ao legado.

A pergunta deixa de ser somente “o que recebi da minha história?” e passa a incluir:

“O que quero transmitir daqui para frente?”


A história familiar como ponto de partida

Mirella Vital é mentora, especialista em Genograma Familiar e criadora do Método EU.

Durante o encontro, ela utilizará conceitos relacionados à família de origem, genograma, padrões familiares, diferenciação e construção da identidade.

O genograma permite observar a estrutura e as relações familiares através de diferentes gerações, criando uma representação que pode ajudar na identificação de acontecimentos, vínculos e padrões recorrentes.

No Método EU, esse olhar integra uma proposta mais ampla de autoconhecimento.

Segundo a apresentação oficial do evento, Mirella vive há nove anos nos Estados Unidos e associa parte da construção do método à própria trajetória de mudanças e reconstrução pessoal vivida no país. Foi por meio do estudo da abordagem sistêmica e do genograma que passou a investigar padrões, repetições e dinâmicas presentes em sua própria história familiar.


Quando a imigração acrescenta outra camada à identidade

Para mulheres imigrantes, essa discussão ganha uma dimensão adicional.

Mudar de país não significa deixar na fronteira aquilo que foi aprendido dentro da família.

Valores, expectativas, responsabilidades e padrões emocionais atravessam fronteiras junto com quem imigra.

Ao mesmo tempo, viver em outro país pode provocar mudanças profundas de identidade: novos papéis familiares, distância da rede de apoio, adaptação cultural, maternidade longe da família de origem, reconstrução profissional e a necessidade constante de encontrar pertencimento em uma realidade diferente.

Esse será um dos olhares presentes no encontro.

Auricelia Monte abordará as bagagens emocionais que atravessam fronteiras, trazendo para a discussão a experiência de quem constrói uma nova vida fora do país de origem.


Corpo, emoções e ansiedade também entram na conversa

A programação amplia o debate para outras dimensões da experiência feminina.

Aline Freitas falará sobre a relação entre intestino inflamado e emoções, enquanto Dr. Maurílio abordará a ansiedade a partir do tema “O inimigo é outro”.

A intenção é reunir diferentes perspectivas em torno da mulher e de sua experiência cotidiana, sem transformar o encontro apenas em uma sequência tradicional de palestras.

A própria organização define o Método EU como uma experiência presencial que combina conteúdo, reflexão e exercícios, convidando cada participante a observar sua história por outros ângulos.

É importante observar que o evento se apresenta como uma experiência de educação e autoconhecimento, e não como atendimento psicológico, psicoterapia ou tratamento de saúde mental. A organização também ressalta que a experiência não substitui acompanhamento profissional quando este for necessário.


É possível se encontrar sem abandonar quem se ama?

Talvez esse seja um dos pontos mais interessantes da proposta.

Em muitos discursos contemporâneos sobre identidade, posicionamento e limites, encontrar a própria individualidade pode ser confundido com afastar-se das pessoas que participaram da construção daquela história.

O Método EU propõe outra possibilidade.

Pertencer sem desaparecer.

Amar sem se abandonar.

Estabelecer limites sem necessariamente transformar relações em rupturas.

Reconhecer a própria história sem permitir que ela determine automaticamente todas as escolhas futuras.

Porque encontrar a própria identidade não significa apagar tudo aquilo que veio antes.

Pode significar compreender melhor de onde viemos para decidir, com mais consciência, quem queremos ser daqui para frente.



SERVIÇO | MÉTODO EU – DIFERENCIAR PARA SE ENCONTRAR

Data: 26 de setembro de 2026
Horário: 10h às 16h
Local: Comunidade das Nações
Endereço: 403 S Kirkman Rd, Orlando, FL
Condução: Mirella Vital
Formato: experiência presencial de educação, reflexão e autoconhecimento
Público: mulheres brasileiras em Orlando
Vagas: limitadas

As inscrições são realizadas pela plataforma oficial indicada no site do evento.

Site oficial: metodoeu.mirellavital.com


RBL MAGAZINE
Imigrantes, Negócios e Legado nos EUA

Quando uma mulher compreende de onde vieram alguns dos papéis que aprendeu a desempenhar, talvez a pergunta deixe de ser apenas “quem esperam que eu seja?” e passe a ser “quem eu escolho ser?”.




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