Kamylinha critica condenação de Hytalo Santos: ‘Homofobia e racismo’

A influenciadora Kamyla Maria, mais conhecida como Kamylinha, fez publicações em suas redes sociais em defesa de Hytalo Santos, seu pai adotivo que foi condenado pelo crime de exploração de adolescentes no sábado (21).
Ela diz no Instagram que a acusação é uma injustiça e alega preconceito por parte do juiz do caso. “Homofobia e racismo nas falas do juiz, falamos isso desde o início e ninguém deu a mínima importância”, escreveu Kamyla.
Em nota à imprensa, a assessoria jurídica de Hytalo Santos e Israel Vicente, marido do influenciador que também foi condenado, disse que vão recorrer da acusação, justificando que no próprio trecho da sentença é citado que não é porque Hytalo é nordestino, negro e homossexual. “Se inexistisse preconceito, seria absolutamente desnecessária a menção a tais características pessoais, que não guardam qualquer pertinência jurídica com os fatos discutidos no processo”, explicou.
Relação de Hytalo e Kamylinha
Kamylinha foi adotada por Hytalo Santos há 7 anos, quando ainda tinha 12 anos. Em 2025 o perfil da jovem, com mais de 11 milhões de seguidores, foi derrubado pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Na época, a SPA informou o bloqueio foi por se tratar de uma menor de idade fazendo publicidade de casas de aposta. Hytalo também teve seu perfil bloqueado na mesma época.
Na ocasião, o influenciador Felca fez um vídeo denunciando a adultização e sexualização de adolescentes e citou Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente. Como Kamylinha foi uma das primeiras a aparecer nos conteúdos de Hytalo, ela foi usada como exemplo durante o vídeo de denúncia. Hoje, já com um novo perfil, maior de idade e com mais de 4 milhões de seguidores, Kamylinha segue produzindo vídeos por conta própria.
Entenda o caso
Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em agosto do ano passado em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, em cumprimento a mandados expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, da Paraíba.
As investigações que levaram às prisões têm por objeto os crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil.
Tipificada no Código Penal, a pena para tráfico humano é de reclusão de 4 a 8 anos, aumentada de um terço até a metade se o crime for cometido contra criança ou adolescente, podendo chegar a 12 anos de prisão.
Os dois foram alvos de investigação pelo Ministério Público da Paraíba sob suspeita de explorar crianças e adolescentes nas redes sociais. O caso ganhou holofotes após o vídeo do criador de conteúdo Felca que falava da adultização com denúncias sobre influenciadores que abusam da imagem de crianças. Um dos principais nomes citados era o de Hytalo Santos.
Felca, em outro vídeo sobre adultização de crianças publicado na semana passada, chamou o conteúdo de Hytalo de “circo macabro”. Investigado pelo MP da Paraíba desde 2024, foi banido do Instagram após o vídeo de Felca.
Assim como o marido, Israel também teve sua conta do Instagram desativada, poucas horas após publicar uma mensagem em defesa de Hytalo.
Hytalo gravava danças com menores de idade, muitas delas com pouca roupa, e ganhava dinheiro ao divulgar os vídeos nas redes. Com o passar dos anos, ele criou uma casa apelidada de “mansão” e levou algumas crianças para morar com ele, com a permissão dos pais.
O influenciador apelidou o grupo de “filhos”, a maioria jovens em vulnerabilidade social, a quem ele oferecia suporte financeiro, moradia, alimentação e educação. Em troca, eles aparecem em seus conteúdos.
O influenciador também ficou conhecido pela ostentação nas redes, o que incluía desde a distribuição de celulares de última geração até a doação de carros, casas e cirurgias plásticas para as “filhas” adolescentes.






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